O impacto da greve dos caminhoneiros na população de Muriaé

Feira sofreu com o pouco movimento

Os muriaeenses têm sido bastante afetados pela greve dos caminhoneiros ocorrida nos últimos dias. Com o estoque de mercados e postos de combustível carente de reabastecimento e o transporte público operando em frota menor que o usual, a população de Muriaé pôde sentir os fortes impactos decorrentes das manifestações.

Conforme adiantado pelo nosso jornal, as linhas de ônibus sofreram redução esta semana. Com isso, a população teve que se adaptar à menor frota que estava em operação. Vera Lucia, moradora do Porto, expressou as dificuldades que enfrentou perante à redução. “Não consigo ir mais a muitos locais a que eu costumava ir. O ônibus demora muito. Então, tive que deixar de fazer muitas coisas”, relatou.

Nos postos de gasolina, o prejuízo foi grande. Sem combustível, os estabelecimentos não tiveram outra opção senão suspender suas atividades. Jorge Augusto da Cunha, frentista do Posto Caçulinha, relatou o impacto causado pelas manifestações nas operações do posto. “Estamos parados há praticamente seis dias. Não temos gasolina e nem etanol, e nem previsão de chegada. Sofremos um prejuízo muito grande”, disse. O gerente do Posto Ipiranga, Vitor de Souza Mota, também avaliou os danos causados pelas manifestações.“É um impacto brutal. Nossa gasolina acabou na noite de quarta-feira passada (23), então estamos desde quinta-feira sem nenhum produto para trabalhar. É um prejuízo muito grande, mas somos a favor da greve, para combater os impostos abusivos do governo”, avaliou. As entrevistas são referentes à última quarta-feira (29), data em que foram realizadas.

Na tradicional feira de produtores rurais de Muriaé, a situação também estava difícil. A vendedora de doces caseiros Shirley Aparecida de Souza Oliveira deu seu ponto de vista sobre o impacto da greve. “Algumas mercadorias conseguiram chegar e outras não. O movimento está bastante fraco, porque muita gente não conseguiu se deslocar para vir até aqui hoje. Não saí de carro a semana toda para economizar gasolina para poder vir”, disse. Já a feirante Joana Maria Braga Bandeira disse ter conseguido resultados melhores que os de semana passada. “Hoje, consegui vender bem, mas semana passada não. Está difícil, mas estou conseguindo vender. É complicado principalmente para os caminhoneiros, que estão longe de suas famílias”, relatou.

As manifestações organizadas por caminhoneiros tiveram início em virtude da alta nos preços dos combustíveis e resultaram na tomada de diversos pontos de rodovias estaduais e federais pelo país, impedindo o escoamento de inúmeros produtos transportados por caminhões. Em Muriaé, os protestos se deram na altura do bairro Bela Vista, na estrada que vai para Miradouro. No local, veículos de carga foram impedidos de passar.

 

 

 

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