Entrevista com Poliana Botelho

Foi o período de treinamento mais intenso da minha vida, para a luta com a Syuri Kondo

Como noticiado pela edição passada no jornal Folha do Sudeste, muriaeense Poliana Botelho conseguiu uma vitória arrasadora no UFC Fight Night. Em apenas 33 segundos de luta, ela nocauteou a japonesa até então invicta Syuri Kondo em partida realizada em Santiago, no Chile. Após uma chuva de golpes, a árbitra interrompeu o combate, fazendo com que Poliana garantisse a vitória mais rápida da história da divisão peso palha no UFC e o expressivo número de seis nocautes em oito lutas.

Em entrevista à nossa redação, Poliana conta como foi o preparo para o combate contra Syuri Kondo e detalha como é realizado seu treinamento usual para as disputas do UFC. Ela também relata suas expectativas no esporte e impressões sobre sua vitoriosa carreira.

JFdS: Como foi a preparação para a sua última luta, com Syuri Kondo?

PB: Nós sempre analisamos a luta da adversária e fazemos um planejamento acerca do que ela tem a oferecer. Treinei muito duro e mantive o peso baixo para não sofrer. Foi o período de treinamento mais intenso da minha vida, para a luta com a Syuri Kondo. Eu tinha o apoio de muitos profissionais, como fisioterapeuta, médico, professor, preparador físico, etc. Entramos em um consenso para manter contato um com o outro, então foi uma parceria perfeita.

Poliana e sua sobrinha

JFdS: Você já conhecia a oponente e imaginava que fosse derrotá-la com um nocaute tão rápido?

PB: Já a conhecia por ter estudado suas lutas. Ela é dona do cinturão do Pancrase, que é outra organização de artes maciais mistas (MMA), e apenas uma luta no UFC. Essa era a segunda luta dela no UFC. Mas um nocaute é algo que nós nunca sabemos se vai acontecer. Treinamos muito para que aconteça, mas não podemos ter certeza.

Poliana com sua família

JFdS: Como se sente ao saber que alcançou a vitória mais rápida da história da divisão peso palha no UFC?

PB: Para mim, é muito gratificante saber que tenho o nocaute mais rápido da categoria. Treinei muito para isso e me dediquei bastante, portanto fiquei muito feliz com essa realização.

JFdS: Qual é/foi o seu maior desafio até aqui em sua jornada no UFC?

PB: O maior desafio que eu enfrento é relacionado ao peso, porque acabo emagrecendo muito. Eu perco o total de 17 quilos. Então, é sempre uma luta contra a balança. Acho que essa é a parte mais complicada.

JFdS: Agora, ao conseguir deixar sua marca no UFC e se tornar uma personalidade de tamanha importância para a modalidade, quais são suas perspectivas para o futuro em relação ao esporte?

PB: Eu penso em lutar rápido. Agora, pedi uma luta no UFC São Paulo e espero que eles me atendam. Acho que vai ser muito bom para nós, brasileiros, que eu lute aqui no Brasil. Então, espero essa oportunidade.

“Nós sempre analisamos a luta da adversária e fazemos um planejamento acerca do que ela tem a oferecer”

“Um nocaute é algo que nós nunca sabemos se vai acontecer. Treinamos muito para que aconteça, mas não podemos ter certeza”

“Treinei muito para isso e me dediquei bastante, portanto fiquei muito feliz com essa realização”

“É muito gratificante saber que tenho o nocaute mais rápido da categoria”

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