CAMINHOS DA PSIQUE

Psicofobia: Você sabe o que é?

No dia 12 de abril uma importante campanha é realizada pelos profissionais de saúde mental: o combate à psicofobia. Psicofobia é o preconceito e discriminação contra os portadores de transtornos e deficiências mentais. Segundo a ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), dentro desta campanha está o PLS 236/2012 que torna a Psicofobia um crime.

Vários atores, apresentadores, cantores e religiosos já se pronunciaram na mídia sobre o assunto, apoiando a campanha e também dando seus depoimentos, mostrando que qualquer pessoa pode desenvolver um transtorno mental, independente de sua raça, cor, condição/status social, entre outros.

A campanha chama atenção ao respeito que devemos ter com aqueles que sofrem com transtorno mental. A pessoa não escolhe ter a doença, não faz de propósito; não é “frescura” e a pessoa não está se fazendo de “vítima”. Dependendo das experiências de vida (situações traumáticas, decepções, desilusões, perdas…), genética, fatores ambientais, entre outros o transtorno pode surgir. São exemplos de transtornos mentais a depressão, transtornos ansiosos, bulimia, anorexia, autismo, fobias, entre tantos outros!

Independente do tipo de transtorno que possua, a pessoa tem o direito de ser respeitada; deve estar incluída em nossa sociedade, participar de programas sociais, ter acesso à saúde e educação, ser bem tratada em estabelecimentos comerciais, poder ter sua religião, trabalhar, passear, se divertir… Sua identidade não é a doença. Ela não deve ser rotulada ou excluída por sua família, amigos e pelas pessoas em geral. O tempo dos manicômios acabou!

Uma pessoa portadora de transtorno mental também pode levar a vida com qualidade. Claro que o grau de comprometimento psicológico pode variar e cada caso deve ser avaliado pelos médicos, psicólogos e profissionais de saúde mental. Com tratamento adequado, ajuda de psicoterapia, medicamentos, entre outras ações e apoio da rede de saúde mental, juntamente com a sociedade, a pessoa com transtorno mental pode obter melhoras significativas e gerir sua vida e realizar muitas coisas. Mas, seja qual for o transtorno, o que não pode existir é a discriminação e o preconceito. Somos todos iguais!

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