{"id":43052,"date":"2017-08-25T14:43:06","date_gmt":"2017-08-25T14:43:06","guid":{"rendered":"http:\/\/folhadosudeste.com\/site\/?p=43052"},"modified":"2017-08-25T17:32:28","modified_gmt":"2017-08-25T17:32:28","slug":"entrevista-waldemar-montezano","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/folhadosudeste.com\/site\/?p=43052","title":{"rendered":"ENTREVISTA: WALDEMAR MONTEZANO"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/folhadosudeste.com\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Waldemar.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-43253\" src=\"http:\/\/folhadosudeste.com\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Waldemar.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"397\" srcset=\"http:\/\/folhadosudeste.com\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Waldemar.jpg 600w, http:\/\/folhadosudeste.com\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Waldemar-300x199.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O jornal Folha do Sudeste, atrav\u00e9s da diretora L\u00facia Helena Brambila, teve a honra de entrevistar, um dos grandes nomes do esporte brasileiro, o renomado Waldemar Montezano, muito conhecido em Muria\u00e9 onde viveu por muitos anos e permanece atualmente. Reconhecido por seu carisma, simpatia, disciplina e muito conhecimento nas \u00e1reas em que atuou, ele falou um pouco sobre sua hist\u00f3ria de vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>JFdS: Fale um pouco sobre onde e quando nasceu.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>W.M:<\/strong> Nasci na Fazenda da \u00c1gua Limpa, regi\u00e3o de Vieiras, munic\u00edpio que na \u00e9poca pertencia a Miradouro, em 13\/10\/1938, ent\u00e3o estou com 78 para 79 anos. L\u00e1 fui registrado, ent\u00e3o sou miradourense, mas sou tamb\u00e9m muriaeense porque recebi a Comenda de Cidad\u00e3o Honor\u00e1rio, indica\u00e7\u00e3o do ent\u00e3o vereador Rodrigo Guar\u00e7oni na \u00e9poca, motivo de muita honra e alegria. Na verdade morei mais em Muria\u00e9 do que fora daqui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>JFdS: Fale sobre seus pais, irm\u00e3os, esposa, filhos, netos e bisnetos.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>W.M: <\/strong>Meu pai se chamava Vicente Montezano Filho e minha m\u00e3e Elizi\u00e1ria Maria Montezano. Tenho 4 filhos: a mais velha \u00e9 Elizabeth e o Cl\u00e9ber, que moram em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos SP. Quando eu estava l\u00e1, eles trabalhavam e estudavam, ent\u00e3o ficaram por l\u00e1. Para Muria\u00e9 vieram o F\u00e1bio e o Vicente Montezano Neto. Tenho 11 irm\u00e3os, sendo 8 homens e 3 mulheres, al\u00e9m de 7 netos e 7 bisnetos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>JFdS: Fale um pouco sobre as origens da fam\u00edlia Montezano e sua tradi\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>W.M: <\/strong>\u00c9 uma das fam\u00edlias mais tradicionais em Muria\u00e9 e regi\u00e3o. Meu av\u00f4, Vicente Montezano, veio da It\u00e1lia ainda novo, rapaz, e com muito trabalho e luta, foi vencendo na vida e se organizando. A Casa Montezano, na Rua Get\u00falio Vargas, acabou sendo dividida, mas era uma das mais antigas em Muria\u00e9. Tinha material de constru\u00e7\u00e3o, ferramentas, etc., sendo bem conceituada. Tem uma hist\u00f3ria de que ela nunca tinha sido fiscalizada, porque o Estado nunca encontrou um erro nas contas deles, tudo muito correto. Quando eu era garoto, meu pai mandou eu estudar na casa do meu av\u00f4, estudei com a Dona Julieta, professora famosa aqui, ele morava ali perto, ent\u00e3o fiquei em frente a casa durante algum tempo. Meu av\u00f4 se estabeleceu depois em Miradouro, de l\u00e1 comprou uma Fazenda perto de Vieiras, antiga Babil\u00f4nia, depois ela ficou para o meu pai e meu tio, porque eram s\u00f3 2 irm\u00e3os. Minha fam\u00edlia eu iniciei no Rio de Janeiro, fui muito cedo e vivi muitos anos l\u00e1, onde encontrei minha grande companheira Marly, amazonense, de Manaus, com a qual vou fazer 50 anos de casado. Foi um feliz encontro e at\u00e9 hoje convivemos maravilhosamente bem.<strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>JFdS: Fale um pouco sobre sua forma\u00e7\u00e3o educacional e experi\u00eancia profissional.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>W.M: <\/strong>Fui muito feliz na minha profiss\u00e3o. Nasci na ro\u00e7a, acostumei sair de madrugada para buscar vaca no pasto, correr atr\u00e1s de cavalo, e de repente me vi viajando mundo afora. As oportunidades que tive, procurei aproveitar bem. Estudei na universidade na Alemanha, a mando do MEC. Tenho certeza de que cumpri minha etapa de trabalho, minha fun\u00e7\u00e3o com sucesso. Sa\u00ed muito cedo, mas j\u00e1 tinha feito um cursinho de piloto e minha inten\u00e7\u00e3o era ser aviador. Veio um piloto profissional dar instru\u00e7\u00e3o aqui e eu com 17 anos voei sozinho pela primeira vez. Tenho at\u00e9 hoje o retrato do banho de \u00f3leo que tomei na \u00e9poca. Rodamos a cidade toda na frente de uma caminhonete, pretinho de \u00f3leo queimado, conforme tradi\u00e7\u00e3o dos pilotos. Quando sa\u00ed daqui, tinha a inten\u00e7\u00e3o de ser piloto comercial. Mas pelas dificuldades, inclusive falta de dinheiro, para me manter no Rio de Janeiro, acabei desistindo. Tinha que servir e fui na Brigada Paraquedista. At\u00e9 hoje guardo uma grande experi\u00eancia e aprendizado. L\u00e1 encontrei o esporte, o paraquedismo, do qual n\u00e3o sabia nada. De repente fui assistir uma competi\u00e7\u00e3o do 1\u00ba Ex\u00e9rcito, no Campo dos Afonsos RJ, e casualmente entrei na prova dos 400m. J\u00e1 tinha aqueles atletas campe\u00f5es, todos bem treinados, e eu pedi ao sargento que estava controlando para correr junto. Primeiro ele disse pra eu sair fora, depois me chamou porque estava sobrando uma raia, porque eram 6 finalistas e 7 raias. Eu nem sabia o que era raia (risos), mas queria correr. Os atletas sa\u00edam de blocos, com cal\u00e7ado pr\u00f3prio, e eu com t\u00eanis velho, n\u00e3o sabia largar como os outros, ent\u00e3o sa\u00ed de p\u00e9. Quando deu o tiro de partida, eu dei tudo que tinha. Foi a primeira vez que eu tinha visto uma prova de corrida, de atletismo, na minha vida. E consegui ganhar, chegando uns 8m na frente dos favoritos. Ningu\u00e9m acreditou no que estava vendo, foi aquela correria doida (risos). Tinha um treinador que estava observando se tinha algum talento. Ele foi correndo, me pegou pelo bra\u00e7o e me levou pro Botafogo, onde comecei a treinar. No ano seguinte, eu j\u00e1 estava na Sele\u00e7\u00e3o Brasileira e fiz minha primeira viagem internacional, nos Jogos \u00cdbero Americanos em Madrid (ESP). L\u00e1 n\u00e3o fui t\u00e3o bem porque era marinheiro de primeira viagem, mas foi razo\u00e1vel. A festa de encerramento dos jogos foi realizada numa fazenda a 30km de Madrid. L\u00e1 eles fizeram uma tourada, com novilhos de mais ou menos 10 arrobas, para as delega\u00e7\u00f5es. Eu falei para eles que na fazenda do meu pai eu montava, pegava na m\u00e3o. Quando meu pai sa\u00eda de casa, nossa farra era amolar boi no curral e fazer tourada. Eles disseram: ent\u00e3o entra l\u00e1 e pediram ao dono da fazenda. Eu entrei e toureei 4 novilhos. Saiu aqui no Brasil, em fotografia grande no jornal O Globo: Brasileiro toureando em Madrid. Da\u00ed voc\u00ea v\u00ea, as coisas v\u00e3o acontecendo na vida da gente. A partir da\u00ed, fiz outras viagens, fui campe\u00e3o brasileiro, sul-americano nas provas de 200 e 400m, depois me formei em Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e comecei como treinador, respons\u00e1vel por v\u00e1rias equipes, com sucesso. A primeira foi a do Ex\u00e9rcito. Os atletas alojaram na Brigada Paraquedista, onde eu servia e l\u00e1 eu treinei muitos de renome internacional, como Jo\u00e3o do Pulo (bateu recorde mundial do salto triplo com 17,89m), Rui da Silva (foi 4\u00ba lugar na Olimp\u00edada de Montreal (CAN), 8\u00ba nas Olimp\u00edadas), ent\u00e3o foram muitos com os quais cheguei nas Olimp\u00edadas. Treinei tamb\u00e9m no Atletismo a equipe do Vasco da Gama, de 9 a 10 anos. L\u00e1 fomos campe\u00f5es do Trof\u00e9u Brasil v\u00e1rias vezes, batemos muitos recordes Sul-americanos e muitos atletas serviram a sele\u00e7\u00e3o brasileira, alguns sobressa\u00edram internacionalmente. Treinei tamb\u00e9m uma equipe do Col\u00e9gio Militar de Belo Horizonte, com esses atletas jovens batendo todos os recordes mineiros em quase todas as provas de Atletismo do Campeonato Mineiro Juvenil. Depois fui treinar a Marinha, onde entrei para o Magist\u00e9rio, onde tamb\u00e9m tive muito sucesso: recorde Sul-americano (como salto em altura, 2,21m, at\u00e9 hoje 2\u00ba ou 3\u00ba lugar de todos os tempos), atleta nas Olimp\u00edadas. A primeira vez que um atleta de Atletismo da Marinha foi nas Olimp\u00edadas, foi quando eu estive l\u00e1. Treinei a Sele\u00e7\u00e3o Brasileira em todos os n\u00edveis: menores (at\u00e9 16 anos), juvenil (at\u00e9 18 anos), adultos e For\u00e7as Armadas, onde foram 8 Campeonatos Mundiais Militares, incluindo Atletismo e Cross Country. Fui tamb\u00e9m bi-campe\u00e3o brasileiro de Hipismo Rural. Fui num Campeonato Mundial Militar em Portugual e l\u00e1 o chefe da Delega\u00e7\u00e3o Portuguesa era tamb\u00e9m o comandante da Escola de Equita\u00e7\u00e3o de Mafra, uma das mais antigas da Europa. Sempre falando que eu criava cavalos, ele me convidou para desligar da Delega\u00e7\u00e3o e fazer um est\u00e1gio com ele na Escola de Mafra, o que eu queria demais e foi muito bom. L\u00e1 tinha um Major que era instrutor da IPCA de Lisboa, que tamb\u00e9m me convidou para ficar uns dias l\u00e1. Fiquei montando naqueles cavalos que fazem aquelas evolu\u00e7\u00f5es e foi uma oportunidade muito boa. Quando voltei, passei a dar curso de Equita\u00e7\u00e3o aqui, inclusive para crian\u00e7as. J\u00e1 trabalhei com quase 30 meninos \u00e0 cavalo, tipo ex\u00e9rcito, s\u00f3 sinais, e eles todos obedientes e desse grupo n\u00f3s montamos uma equipe de Hipismo Rural, competindo no Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo, Belo Horizonte, Bras\u00edlia e foi nessas que eu sa\u00ed bi-campe\u00e3o brasileiro de Hipismo Rural.<strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>JFdS: Fale um pouco sobre os cargos sociais que voc\u00ea exerceu.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>W.M: <\/strong>Em Muria\u00e9 eu j\u00e1 tinha um trabalho com os cavalos, que gosto muito. Assim que pude, comprei uma propriedade rural. Fui presidente do Clube do Cavalo de Minas Gerais, instalado aqui em Muria\u00e9 no recinto da Exposi\u00e7\u00e3o. Entrei tamb\u00e9m para o Lions Clube, passando por todas as suas fun\u00e7\u00f5es, desde diretoria at\u00e9 vice-governador e governador. Me dediquei uns 4 anos integralmente ao Lions, no pensamento de ajudar as pessoas. Fizemos curso nos EUA, onde \u00e9 a sede do Lions Internacional. Foi uma oportunidade e experi\u00eancia muito grande de relacionar com pessoas do Distrito todo. O Distrito ao qual o Lions pertence \u00e9 o maior do mundo. Come\u00e7a na Bahia e vai at\u00e9 o Sul de Minas. &nbsp;Quando fui governador visitei mais de 80 clubes. Ainda mantenho contato e trabalho junto ao Lions, o que me deixa feliz.<strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>JFdS: Fale um pouco sobre sua experi\u00eancia na \u00e1rea esportiva.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>W.M: <\/strong>Em Muria\u00e9 me chamaram pra treinar o time do Porto, depois que voltei aposentado pra c\u00e1. Treinei o time na primeira vez que Muria\u00e9 participou da Ta\u00e7a Rio. Fomos muito bem, ganhamos o Campeonato Regional Sub 17. Depois treinei outro Sub 17 no Nacional, tamb\u00e9m ficamos em 4\u00ba lugar na Ta\u00e7a Rio. Depois treinei na 2\u00aa Divis\u00e3o, vencendo todos os jogos da Primeira Fase do campeonato. Mas, dadas quest\u00f5es pol\u00edticas, e de interfer\u00eancia, deixei assim que terminou a fase, mas a equipe tinha vencido todos os jogos. Deixei bem encaminhado.<strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>JFdS: Quais os maiores desafios e dificuldades o voc\u00ea teve ao longo da vida? E as conquistas que julga como maiores?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>W.M: <\/strong>Todos temos capacidade para superar as dificuldades. Temos que saber \u2018Qual \u00e9 o problema\u2019, \u2018Como resolver\u2019 e \u2018Encontrar 3 formas de resolv\u00ea-los, seguindo uma delas com firmeza e seguran\u00e7a\u2019. Tive certas dificuldades com alguns dirigentes, porque nunca aceitei deixar de fazer a coisa certa, principalmente quando isso prejudicaria algu\u00e9m. Deixei de participar de Olimp\u00edadas, porque n\u00e3o aceitei algumas maneiras dos dirigentes conduzirem. Eu tinha, por exemplo, atleta que j\u00e1 tinha \u00edndice para as Olimp\u00edadas e o pessoal de S\u00e3o Paulo queria fazer uma trama para tirar ele e colocar algu\u00e9m de l\u00e1. Eu nunca fiz pol\u00edtica de bastidores. O que tive de sucesso at\u00e9 hoje foi somente pelo trabalho, nunca aceitei politicagem ou puxar saco de algu\u00e9m. Fico feliz de ter agido dessa maneira, mesmo me prejudicando algumas vezes, mas sempre estive ao lado dos meus atletas. Por isso, at\u00e9 hoje tenho atletas que me t\u00eam como pai. Sempre procurei, dadas as minhas dificuldades de vida, encaminh\u00e1-los, conseguir bolsa de estudos, at\u00e9 na faculdade. Fico muito feliz de ter feito isso, porque hoje vejo o resultado com eles.<strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>JFdS: Quais metas voc\u00ea tra\u00e7ou que ainda faltam para concretizar?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>W.M: <\/strong>O conhecimento \u00e9 um bem que ningu\u00e9m te rouba, ent\u00e3o, \u00e0s vezes, fico pensando&#8230; at\u00e9 pouco tempo fiquei em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, para trabalhar para as Olimp\u00edadas. Voltei ano passado. Fiquei l\u00e1 5 anos, mas infelizmente as quest\u00f5es pol\u00edticas mudaram os interesses pelo desenvolvimento do esporte. Eu e meus atletas j\u00e1 est\u00e1vamos inscritos nas Olimp\u00edadas, na faixa larga, e eu tinha a esperan\u00e7a de ir como treinador. Infelizmente cortaram as bolsas dos atletas, alimenta\u00e7\u00e3o&#8230; Eu tentei ainda, mas por fim estava levando os atletas para a competi\u00e7\u00e3o no meu carro e fazendo as despesas deles. A\u00ed n\u00e3o deu, voltei para Muria\u00e9. Trabalhei em v\u00e1rias Olimp\u00edadas e no Brasil eu esperava chegar como treinador, ent\u00e3o esses fatos aconteceram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>JFdS: Comente sobre algum fato engra\u00e7ado que voc\u00ea se lembra e ficou marcado em sua mem\u00f3ria.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>W.M: <\/strong>Montei em touro na \u00c1frica e em Madrid, como j\u00e1 tinha dito. Fizemos uma competi\u00e7\u00e3o, fomos para a Europa, depois para a \u00c1frica, para competir em Angola, Mo\u00e7ambique e depois Louren\u00e7o Marques, uma parte Ocidental do Continente. Eram pr\u00eamios para ficar 10 segundos em cima do touro. Outra coisa que me deixou marcado foi que eu fui para os jogos como treinador da Sele\u00e7\u00e3o Juvenil dos Jogos Pan-Americanos no Canad\u00e1. Na volta, paramos nos EUA para fazer baldea\u00e7\u00e3o, e, de repente, escutamos aquele barulho de sirene. Um atleta do meu grupo tocou o alarme. Tive que tirara-lo, pois se achassem ele, iriam prend\u00ea-lo. Depois que passa, \u00e9 muito engra\u00e7ado, mas na hora a gente passa muito aperto. Nessa delega\u00e7\u00e3o estava Joaquim Cruz. Ele foi convidado para ir para os EUA, l\u00e1 treinou e mora l\u00e1. Muitos atletas importantes passaram por minha m\u00e3o. Estou com quase 80 anos e j\u00e1 tive tempos dif\u00edceis. Trabalhava em Belo Horizonte, tive que voltar para o Rio de Janeiro. Professor do Estado, tive que assumir o Magist\u00e9rio. Fui para a Alemanha e nessa \u00e9poca era at\u00e9 dif\u00edcil telefonar. Quando voltei, dei cursos em v\u00e1rios lugares de S\u00e3o Paulo, no Nordeste, fiz um trabalho muito bom e interessante. Fiz uma apostila com tudo que passei para os professores que foram. Depois o MEC publicou, mas na verdade quem montou o caderno foi eu. Foi muito interessante, porque foi gravado tudo que fizemos. \u00c9 o conhecimento. N\u00e3o fiz Mestrado e nem Doutorado porque n\u00e3o queria ser professor e sim treinador.<\/p>\n<p>[ngg_images source=&#8221;galleries&#8221; container_ids=&#8221;1102&#8243; display_type=&#8221;photocrati-nextgen_basic_thumbnails&#8221; override_thumbnail_settings=&#8221;0&#8243; thumbnail_width=&#8221;100&#8243; thumbnail_height=&#8221;75&#8243; thumbnail_crop=&#8221;1&#8243; images_per_page=&#8221;0&#8243; number_of_columns=&#8221;0&#8243; ajax_pagination=&#8221;0&#8243; show_all_in_lightbox=&#8221;0&#8243; use_imagebrowser_effect=&#8221;0&#8243; show_slideshow_link=&#8221;1&#8243; slideshow_link_text=&#8221;[Show as slideshow]&#8221; order_by=&#8221;sortorder&#8221; order_direction=&#8221;ASC&#8221; returns=&#8221;included&#8221; maximum_entity_count=&#8221;500&#8243;]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; O jornal Folha do Sudeste, atrav\u00e9s da diretora L\u00facia Helena Brambila, teve a honra de entrevistar, um dos grandes nomes do esporte brasileiro, o renomado Waldemar Montezano, muito conhecido em Muria\u00e9 onde viveu por muitos anos e permanece atualmente. 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