{"id":77005,"date":"2021-08-24T03:32:41","date_gmt":"2021-08-24T03:32:41","guid":{"rendered":"http:\/\/folhadosudeste.com\/site\/?p=77005"},"modified":"2021-08-24T03:32:41","modified_gmt":"2021-08-24T03:32:41","slug":"vice-governador-de-volta-ao-psdb-veja-a-entrevista-exclusiva-ao-jornal-estado-de-minas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/folhadosudeste.com\/site\/?p=77005","title":{"rendered":"Vice-governador de volta ao PSDB. Veja a entrevista exclusiva ao jornal Estado de Minas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/folhadosudeste.com\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/20210822191618512312e.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-77006\" src=\"http:\/\/folhadosudeste.com\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/20210822191618512312e.jpg\" alt=\"\" width=\"820\" height=\"492\" srcset=\"https:\/\/folhadosudeste.com\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/20210822191618512312e.jpg 820w, https:\/\/folhadosudeste.com\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/20210822191618512312e-300x180.jpg 300w, https:\/\/folhadosudeste.com\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/20210822191618512312e-768x461.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 820px) 100vw, 820px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Paulo Brant:<\/strong>&nbsp;<em><strong>\u2018Precisamos de um Estado forte, republicano e eficiente\u2019. \u201cO sistema de mercado \u00e9 bom, temos que privilegiar o investimento privado, mas o Estado \u00e9 fundamental. Sou francamente contra o Estado m\u00ednimo\u201d.<\/strong><\/em>&nbsp;Ferrenho defensor de uma conjun\u00e7\u00e3o entre mercado livre e Estado forte, o vice-governador de Minas Gerais, Paulo Brant, est\u00e1 de volta ao PSDB. Na semana passada, oficializou o retorno ao partido de onde saiu em 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde mar\u00e7o do ano passado, quando deixou o Novo, estava sem legenda. Agora, para deixar o que chama de \u201climbo pol\u00edtico\u201d, decidiu retomar as conex\u00f5es partid\u00e1rias. E, para empunhar a bandeira do apoio ao empreendedorismo em paralelo \u00e0 redu\u00e7\u00e3o das desigualdades, escolheu a social-democracia tucana. \u201cPraticamente 1\/4 da popula\u00e7\u00e3o de Minas vive abaixo da linha da pobreza. N\u00e3o vai ser com o neoliberalismo que vamos resolver\u201d, diz Brant, em entrevista ao Estado de Minas. \u201cA vis\u00e3o hegem\u00f4nica de que \u2018meu partido \u00e9 dono do governo\u2019 gerou certo distanciamento\u201d, sustenta, ao tratar da rela\u00e7\u00e3o da antiga sigla com deputados estaduais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As diverg\u00eancias com a sigla de Romeu Zema atingiram o \u00e1pice em meio ao debate sobre o reajuste no sal\u00e1rio das for\u00e7as de seguran\u00e7a, que precisava de aval do Legislativo. Brant participou das negocia\u00e7\u00f5es com o setor e sustentava que as diretrizes do Novo n\u00e3o podiam se sobrepor aos interesses do governo. \u201c\u00c0 \u00e9poca, disse que hav\u00edamos negociado por um ano e precis\u00e1vamos defender o projeto. Surgiu um ru\u00eddo de que \u00e0 \u00e9poca fui contra o reajuste, mas foi exatamente o contr\u00e1rio. Dizia que, entre o partido e o governo, sou do governo\u201d. Ainda sem futuro pol\u00edtico definido, o vice-governador recusou convite do PDT antes de voltar ao PSDB. Agora, participar\u00e1 dos debates internos que v\u00e3o definir os rumos da agremia\u00e7\u00e3o em solo mineiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que levou o senhor a, em mar\u00e7o do ano passado, deixar o Novo?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tenho grande admira\u00e7\u00e3o pelo governador e pelas pessoas do Novo, s\u00e9rias e do bem. Me considero liberal, defini\u00e7\u00e3o que hoje est\u00e1 muito confusa. As pessoas acham que liberal \u00e9 aquele que acha que o mercado resolve tudo, o neoliberal, e n\u00e3o sou. Sou liberal no sentido profundo do termo: algu\u00e9m que ama a minha liberdade e a liberdade de todos. Criar um ambiente amig\u00e1vel para os pequenos, m\u00e9dios e grandes investidores \u00e9 uma doutrina que gosto, mas tinha algumas diverg\u00eancias com o Novo. Uma, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ideologia: o sistema de mercado \u00e9 bom, temos que privilegiar o investimento privado, mas o Estado \u00e9 fundamental. Sou francamente contra o Estado m\u00ednimo, principalmente em um pa\u00eds como o Brasil, com a sociedade com o grau de desigualdade que tem. Precisamos de um Estado forte, republicano, transparente e eficiente. Mas tem que ser um Estado com protagonismo. Tamb\u00e9m (houve diverg\u00eancia) na forma de conduzir a pol\u00edtica. Nunca fui pol\u00edtico de participar da vida partid\u00e1ria, mas sempre acreditei na pol\u00edtica como espa\u00e7o onde as ideias diferentes convergem buscando consenso. Durante um ano, negociamos com todos os sindicatos e entidades da \u00e1rea de seguran\u00e7a para construir aquela proposta (de reajuste) enviada \u00e0 Assembleia. E, quando chegou ao Legislativo, o Novo come\u00e7ou a criticar o governo e a fazer um movimento para que o projeto fosse vetado. \u00c0 \u00e9poca, disse que hav\u00edamos negociado por um ano e precis\u00e1vamos defender o projeto. Sa\u00ed do partido exatamente por isso. Surgiu um ru\u00eddo de que \u00e0 \u00e9poca fui contra o reajuste, mas foi exatamente o contr\u00e1rio. Dizia que, entre o partido e o governo, sou do governo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por que, depois de um ano e meio sem filia\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria, retornou ao PSDB?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fiquei sem partido, mas continuei a ajudar o governo, que \u00e9 de gente s\u00e9ria, decente e correto. Muito do que o governo faz, eu concordo; se n\u00e3o, sairia. Pol\u00edtica se faz com partidos, e eu estava fora. Estava, de certa forma, um pouco no limbo pol\u00edtico. Achei que, dada a grave situa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, n\u00e3o podia me omitir. Pelo menos enquanto durar o mandato, tenho que entrar no jogo da pol\u00edtica. Escolhi o PSDB basicamente por conta da vis\u00e3o que a legenda tem, que acho mais moderna, da social-democracia. N\u00e3o uma social-democracia europeia, mas contempor\u00e2nea e adaptada ao Brasil. \u00c9 uma doutrina que preza muito pelo empreendedor, investimento privado e criatividade, junto a medidas do governo para colaborar na redu\u00e7\u00e3o de desigualdades e melhorar a igualdade de oportunidade. Praticamente 1\/4 da popula\u00e7\u00e3o de MG vive abaixo da linha da pobreza. N\u00e3o vai ser com o neoliberalismo que vamos resolver. Queremos uma economia privada pujante, que MG receba investimentos privados e que micro, pequenos e m\u00e9dios empres\u00e1rios progridam. Isso \u00e9 necess\u00e1rio, mas n\u00e3o suficiente para combater a pobreza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O senhor sente que ficou deslocado das decis\u00f5es do governo ap\u00f3s deixar o Novo?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do ponto de vista das discuss\u00f5es pol\u00edticas, eu mesmo me afastei. Como havia uma diverg\u00eancia de fundo quanto \u00e0 concep\u00e7\u00e3o do relacionamento com o Legislativo, me afastei. Mas em algumas \u00e1reas, continuei trabalhando e tendo excelente relacionamento com secret\u00e1rios e dirigentes de \u00f3rg\u00e3os, especialmente no Desenvolvimento Econ\u00f4mico, na atra\u00e7\u00e3o de investimentos, na Cultura, no Meio Ambiente e na Agricultura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O governo Zema tem acumulado atritos junto a deputados estaduais. O que fez a rela\u00e7\u00e3o com o Legislativo se deteriorar tanto?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O principal \u00e9 uma caracter\u00edstica do Novo que acho que algumas pessoas do partido j\u00e1 reconhecem. \u00c9 o que alguns cientistas pol\u00edticos chamam de partido hegemonista, ideia de que a sigla \u00e9 a dona do governo. O epis\u00f3dio do reajuste do setor de seguran\u00e7a refletiu isso: o governo decidiu fazer um acordo com as for\u00e7as de seguran\u00e7a, e o partido falou \u2018n\u00e3o\u2019. E prevaleceu a opini\u00e3o do partido. Isso \u00e9 um equ\u00edvoco grande: o partido \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o da sociedade civil, que pode ganhar ou perder a elei\u00e7\u00e3o. Mas, uma vez governo, tem que criar um arco de alian\u00e7as com outros segmentos. A vis\u00e3o hegem\u00f4nica de que \u2018meu partido \u00e9 dono do governo\u2019 gerou certo distanciamento. O cora\u00e7\u00e3o do governo s\u00f3 \u00e9 acess\u00edvel aos membros do Novo. Isso, na pol\u00edtica, \u00e9 o pecado original. O Novo tem dois deputados. Em uma Assembleia com 77, para conseguir maioria, \u00e9 preciso 38, que t\u00eam que participar do governo. Eles foram eleitos. Era uma rela\u00e7\u00e3o respeitosa, amig\u00e1vel, de certo ponto, mas com certo distanciamento. Isso gerou uma s\u00e9rie de problemas. H\u00e1 uma outra coisa que acho ruim: a reelei\u00e7\u00e3o, e sou filosoficamente contra, N\u00e3o sou contra a reelei\u00e7\u00e3o do Zema, que faz bom governo e tem todo o direito de se candidatar. Mas acho que as reelei\u00e7\u00f5es fazem mal ao pa\u00eds. O governante com essa perspectiva, inconscientemente, tem um incentivo ruim. O que s\u00f3 vai gerar efeitos a longo prazo, com algum desgaste pol\u00edtico, tende a ser colocado de lado. Quando falo de (consequ\u00eancias da) reelei\u00e7\u00e3o, \u00e9 basicamente do Executivo, que tem o comando da m\u00e1quina p\u00fablica. A reelei\u00e7\u00e3o do parlamentar \u00e9 razo\u00e1vel, e eles v\u00e3o ganhando maturidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ao se filiar ao PSDB, o senhor disse n\u00e3o ter a menor ideia do cargo a que vai concorrer em 2022. Sua nova legenda tem a lideran\u00e7a de governo na ALMG. Pensa em continuar como vice para 2022?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A democracia \u00e9 feita de partidos, e como estou dentro de um, vou colocar minhas ideias nas discuss\u00f5es do PSDB. \u00c9 um governo bom, que organizou as finan\u00e7as e tem feito muitas coisas corretas. O daqui para frente depende. Para os pr\u00f3ximos anos, o contexto \u00e9 diferente. A rela\u00e7\u00e3o do governo do estado com o governo federal vai ter que ser definida. Defendo enfaticamente a constru\u00e7\u00e3o de uma alternativa a Lula e Bolsonaro: al\u00e9m da quest\u00e3o ideol\u00f3gica, acho que essas lideran\u00e7as populistas est\u00e3o desagregando a sociedade. O futuro governo brasileiro tem que gerar paz e coes\u00e3o social e buscar construir consensos. Quem tem que dialogar com o Novo \u00e9 o PSDB. Tenho que colocar minhas ideias, mas acho que o PSDB vai considerar a quest\u00e3o nacional e, obviamente, vai querer que em uma eventual alian\u00e7a, as ideias do Novo sejam levadas em conta. E o PSDB tem a ideia da social-democracia, que \u00e9 a defesa da economia de mercado e um Estado amigo do empreendedor, mas que n\u00e3o descure da grav\u00edssima quest\u00e3o da desigualdade. Evidentemente, tenho que seguir o consenso e a maioria formada no PSDB.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Seu partido tem nomes como Jo\u00e3o Doria (SP) e Eduardo Leite (RS). O PSD tenta atrair Rodrigo Pacheco, enquanto Mandetta tenta se viabilizar no DEM. N\u00e3o h\u00e1 temor por pulveriza\u00e7\u00e3o do centro? \u00c9 poss\u00edvel evitar uma profus\u00e3o de candidaturas?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em um primeiro momento, a pulveriza\u00e7\u00e3o \u00e9 boa, desde que haja converg\u00eancia em um segundo momento. O fato de o PSDB ter pr\u00e9vias e, em princ\u00edpio, ter tr\u00eas ou quatro candidatos, \u00e9 bom. De certa forma, manifesta uma for\u00e7a do partido. Duas coisas ser\u00e3o fundamentais: que o processo das pr\u00e9vias seja respeitoso e republicano, para n\u00e3o gerar desgastes. E, escolhido o candidato do PSDB, que o partido n\u00e3o entre na discuss\u00e3o impondo esse nome, e a gente fa\u00e7a a escolha da melhor alternativa. (H\u00e1) o movimento do (Gilberto) Kassab, Rodrigo Pacheco \u00e9 um bom nome. A constru\u00e7\u00e3o tem que ser feita com um pouco de humildade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em algum momento do governo, houve choque entre as suas ideias e o pensamento essencialmente liberal de integrantes do Executivo, que est\u00e3o no Novo?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em alguns momentos, sim, mas felizmente foi uma diverg\u00eancia que se deu em campo muito respeitoso. Um exemplo: no in\u00edcio do governo, houve grande enxugamento de secretarias, e uma proposta que praticamente acabaria com a Secretaria de Cultura, que estaria vinculada \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o. H\u00e1 at\u00e9 alguma l\u00f3gica te\u00f3rica, mas a Educa\u00e7\u00e3o tem trabalho t\u00e3o gigantesco de gerir toda a rede, que a Cultura sumiria. (Houve), algumas vezes, discuss\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao papel do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e (sobre) Ci\u00eancia e Tecnologia. S\u00e3o espa\u00e7os que entendo que, se o governo n\u00e3o atuar, o setor privado n\u00e3o vai fazer. O governo tem que ter protagonismo em algumas atividades, na infraestrutura e na Ci\u00eancia e Tecnologia. Quem faz Ci\u00eancia s\u00e3o as universidades, os centros de pesquisa e as empresas, mas o governo tem papel de gerar conex\u00f5es e inspirar. O governo n\u00e3o pode se omitir e falar \u201cvou cuidar de Sa\u00fade e Educa\u00e7\u00e3o. O resto, \u00e9 o setor privado\u201d. Seria o caos. Precisamos de governo e, hoje, os governos no Brasil n\u00e3o s\u00e3o fortes, mas grandes, obesos. \u00c9 preciso um governo forte, flex\u00edvel, com gente qualificada e bem remunerada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O senhor disse que a rela\u00e7\u00e3o com o governador continua intacta e, inclusive, afirmou que, ap\u00f3s contar sobre a decis\u00e3o de voltar ao PSDB, conversaram por muito tempo. Com que frequ\u00eancia ocorrem esses bate-papos? Quais os problemas do estado mais discutidos?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A frequ\u00eancia j\u00e1 foi maior. Hoje, \u00e9 mais ou menos, uma vez por m\u00eas ou a cada 20 dias. S\u00e3o conversas entre n\u00f3s dois, que giram em torno de assuntos da ordem do dia e da pol\u00edtica nacional. O governador \u2014 e \u00e9 o estilo dele \u2014 n\u00e3o tem muito apetite pela discuss\u00e3o pol\u00edtica. Ele reconhece que hoje \u00e9 pol\u00edtico, mas n\u00e3o \u00e9 um assunto que o entusiasma. Conversamos sobre possibilidades e sobre o Novo e as diverg\u00eancias internas. \u00c9 um partido ainda pequeno, de pessoas muito bem-intencionadas, mas que n\u00e3o est\u00e3o conseguindo gerar uma harmonia e, internamente, produzir um consenso. Diverg\u00eancias sempre existir\u00e3o, e ainda bem. Temos a liberdade de expressar pensamentos. O Novo est\u00e1 tendo grande dificuldade, talvez por imaturidade \u2014 \u00e9 um partido muito jovem \u2014, de passar por cima das diverg\u00eancias de ideias e construir consenso. Se formos enfatizar as diferen\u00e7as, n\u00e3o vamos chegar ao consenso. Zema \u00e9 uma pessoa que convido para frequentar minha casa. \u00c9 de bem, honrado, decente e bem-intencionado. S\u00e3o hist\u00f3rias de vida diferentes, e isso n\u00e3o \u00e9 ruim. Temos que gostar, e n\u00e3o agredir, a diferen\u00e7a. Pessoas livres, diferentes, que se expressam, podem dialogar e construir projetos de pa\u00eds. Essa \u00e9 a arte da pol\u00edtica, e estamos exercendo pouco no Brasil. Estamos brigando demais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Com Kalil e Zema monopolizando os espa\u00e7os, h\u00e1 espa\u00e7o para uma 3\u00b0 via em MG?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em tese, sim. Hoje, claramente, est\u00e3o duas candidaturas fortes colocadas. O governo \u00e9 muito bem avaliado, e o governador Zema tamb\u00e9m. Kalil \u00e9 um prefeito muito bem avaliado e BH tem peso enorme, n\u00e3o s\u00f3 pelo tamanho do eleitorado, como pela capacidade de formar opini\u00e3o. Hoje, em toda pergunta de pol\u00edtica e Economia, s\u00f3 h\u00e1 uma resposta: depende. \u00c9 muita incerteza. A evolu\u00e7\u00e3o do quadro nacional pode, de certa forma, influenciar o movimento. \u00c0s vezes, subestimamos nossa import\u00e2ncia, mas MG \u00e9 o segundo col\u00e9gio eleitoral e \u00e9 muito grande em peso pol\u00edtico e simb\u00f3lico. Qualquer candidatura nacional vai querer ter um reflexo na elei\u00e7\u00e3o estadual. \u00c9 um jogo muito complexo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como o senhor avalia a gest\u00e3o do presidente Jair Bolsonaro? O que explica a alta rejei\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No governo, h\u00e1 alguns bols\u00f5es de bons trabalhos, (como) o da ministra da Agricultura (Tereza Cristina) e o das Minas e Energia (Bento Albuquerque). Mas a lideran\u00e7a de Bolsonaro \u00e9 absolutamente inadequada, pois contribui para separar, dividir e gerar guerra. \u00c9 uma lideran\u00e7a que insufla a diverg\u00eancia e a briga entre as pessoas. Em alguns ambientes que vou, onde h\u00e1 preval\u00eancia de pessoas que gostam do presidente, tenho a impress\u00e3o de que estamos em vias de ser invadidos pelos comunistas. Essa vis\u00e3o de que todo mundo que n\u00e3o \u00e9 Bolsonaro \u00e9 comunista. N\u00e3o \u00e9 assim. \u00c9 uma vis\u00e3o da Guerra Fria. A lideran\u00e7a que divide \u00e9 nociva, t\u00f3xica e envenena a sociedade. N\u00e3o vou brigar com algu\u00e9m por ser (a favor) de Bolsonaro ou de Lula. Respeito e penso diferente. Se n\u00e3o, vira uma sociedade ingovern\u00e1vel. O grande defeito de Bolsonaro \u00e9 a incapacidade de gerar converg\u00eancia e ambiente pac\u00edfico. A economia n\u00e3o opera no vazio. Quanto mais sect\u00e1ria a sociedade, mais problema ter\u00e1 a economia. A economia n\u00e3o \u00e9 aquela coisa te\u00f3rica que os neoliberais pensam.<\/p>\n<p>Fonte: Estado de Minas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paulo Brant:&nbsp;\u2018Precisamos de um Estado forte, republicano e eficiente\u2019. \u201cO sistema de mercado \u00e9 bom, temos que privilegiar o investimento privado, mas o Estado \u00e9 fundamental. Sou francamente contra o Estado m\u00ednimo\u201d.&nbsp;Ferrenho defensor de uma conjun\u00e7\u00e3o entre mercado livre e Estado forte, o vice-governador de Minas Gerais, Paulo Brant, est\u00e1 de volta ao PSDB. 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