A CBA (Companhia Brasileira de Alumínio) anunciou na última quinta-feira (29), a conclusão de um acordo de R$ 4,7 bilhões para a venda da empresa para a companhia chinesa de alumínio Chinalco e a mineradora australiana Rio Tinto.

O acordo envolve a venda da participação de 68,6% detida pela Votorantim na CBA e a criação de uma joint-venture no Brasil que ficará com as ações. A joint-venture será controlada por uma subsidiária da Chinalco que terá 67% e a Rio Tinto o restante.

A transação vai envolver ainda uma oferta pública de ações pelo restante das ações da CBA no mercado a ser lançada pela joint-venture, afirmaram as empresas em comunicado ao mercado.

O processo de venda também atraiu o interesse da EGA (Emirates Global Aluminium), empresa sediada nos Emirados Árabes Unidos, de propriedade conjunta do fundo soberano Mubadala, de Abu Dhabi, e da Investment Corporation of Dubai, de Dubai. No entanto, as negociações com a EGA não avançaram.

O negócio vai exigir aprovações do CADE, da Agência Nacional de Energia Elétrica e da Câmara Brasileira de Comercialização de Energia Elétrica, afirmaram as empresas.

A CBA foi criada em 1941 e opera três minas de bauxita, matéria-prima do alumínio, com uma produção anual de cerca de 2 milhões de toneladas. A capacidade de alumina é de 800 mil toneladas por ano.

A CBA ainda controla ou tem participação em 21 hidrelétricas e quatro usinas eólicas, com uma capacidade instalada de 1,6 gigawatts, afirmaram as companhias.

Em Miraí, a empresa mantém uma unidade ativa desde o ano de 2005, impactando diretamente na geração de emprego e renda na região de Muriaé.

Fonte: CNN Brasil

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